domingo, 3 de maio de 2015
Procuramos honestidade.
Terei 70 anos e mesmo assim não me acostumarei com o fato das pessoas serem tão facilmente descartadas da vida uma das outras. Dessa indiferença alimentada pela falta de interesse. Do eterno "só quero curtir, logo mais você não servirá". Que tipo de seres humanos nos tornamos? Capazes de banalizar todos os sentimentos existentes no mundo. Eu,particularmente, não sei lidar com essa situação. Sou toda alma e coração, 8 ou 80. Não sei viver pela metade, sobrevivendo de migalhas emocionais. Ou tá comigo por inteiro ou não tá. Passei da fase do "dormir junto e acordar separado", caso seja assim, eu prefiro ficar só. É pesado demais alimentar expectativas com tanto entusiasmo e vê-las ser jogadas fora uma por uma. Estamos vendidos para o sistema. Cultivar amores duradouros e sólidos já não dá ibope. É muita gente querendo viver a era do desapego para pouca gente que quer sossegar em um único peito. E eu, continuo a seguir, confiante que meus princípios serão sempre maiores do que esses pseudos relacionamentos que existem apenas com o único intuito de nos confundir. Que possamos ser honestos à nossa felicidade e aquilo que nos faz bem.
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