sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Certas coisas não valem a minha dor.
É pesado,sabe? É incômodo, além de ser muito confuso. Que apego é esse que demora tanto a passar? Que afeto é esse que só afeta e não convém? Que pensamento é esse que não pára de martelar? É energia presa que precisa fluir, ir esvaziar. Já deu, se tornou insustentável demais e indescritivelmente desnecessário. Para quê carregar essa dor,menina? Para quê continuar alimentando sentimentos que não existem mais? E que nem sabemos se chegou a existir algum dia. Junta tudo num potinho e deixa o mar levar,devolve pro mundo esse peso todo e volta a ser aquela leveza de antes. Coloca aquele sorriso clichê, mas sempre tão verdadeiro no rosto. Volta a ter esperanças de um mundo melhor e de que os velhos planos ainda podem ser realizados. Volta a atrair coisas boas,pessoas leves e gente querida ao teu lado, pois somos frutos daquilo que atraímos, já diriam os sábios físicos. Então, que possamos atrair coisas boas e sentimentos bons. O futuro é tão incerto afinal,menina, você não precisa carregar esse peso todo. Certas coisas não valem a sua dor. Vá e seja feliz. Vá e busque o melhor. Vá e se encante em outro canto. A vida não espera.
domingo, 1 de novembro de 2015
Se é amor, sei lá.
Como diria a melosa música chiclete sucesso dos anos 90: "Se é amor, sei lá, só sei que sem você parei de respirar...". E como se eu tivesse novamente 13 anos e ideias tortas sobre a vida, essa melodia ecoa na cabeça e segue sempre como sucesso garantido no meu Ipod, me fazendo lembrar daquilo que já não deveria ao menos bater na porta. Mas bate. E volta. E ainda machuca. Será que um dia passa? Ou será que um dia ainda conseguiremos olhar pra trás e rir disso tudo?. Sei que em grande parte do tempo me comporto de forma altruísta e de bem com vida, tentando não sobrecarregar o coração, diminuindo o peso que não deve mais ser carregado,mas existem dias (hoje é um belo exemplo disso) que o combo brigadeiro + fossa + música dramática + edredom fala mais alto, e cultuar o passado se torna inevitável. E ao fim desse dia recheado de melodrama, fica um questionamento: "É claro que a vida ensina a gente a ser feliz? (...)
terça-feira, 16 de junho de 2015
Amar é um elo, um credo, um motivo para viver.
Não é fácil, não é tão simples quanto parece e nem sempre será recíproco,mas, é indiscutivelmente necessário amar. Amar com todas as forças, se jogar no escuro e não olhar para trás. Nos doar sem medo, receios, cicatrizes passadas. Deixar tudo no passado e focar no amor presente, de hoje, não no futuro hipotético que está na nossa frente. Quando decidimos abrir nosso coração ao novo estamos cientes que será um labirinto secreto, e que vez ou outra, nos perderemos sem cessar. Mas além disso, estaremos preenchendo o nosso corpo de amor. Eu sou defensora convicta dele, bato todas as panelas que forem preciso para explanar isso, saio na rua de cara pintada e mesmo tendo algumas - muitas- cicatrizes oriundas justamente do amor, não desisto. E mais, não me canso. Não falo só de amor "homem e mulher", mas amor na forma mais singela e clichê que possa existir. Quem ama sem barreiras é capaz de mudar o mundo, e mudar cada pedacinho ruim que exista em si e por aí. Confesso que muitas vezes não fui capaz de demostrar e perceber a grandiosidade desse sentimento, mas nunca deixei de sentir dentro de mim. E é isso que eu desejo à você, ao mundo, às plantas nativas da Amazônia, amor, na sua forma mais simples. Amar é elo, credo, é acordar e saber que não estamos sozinhos nesse mundo. E será sempre aquela máxima: sossegue seu coração, o amor sempre vem. E que ele venha e que estejamos prontos para abrir nossas portas e janelas para ele, dando livre acesso e passaporte carimbado de ida e volta.
domingo, 3 de maio de 2015
Procuramos honestidade.
Terei 70 anos e mesmo assim não me acostumarei com o fato das pessoas serem tão facilmente descartadas da vida uma das outras. Dessa indiferença alimentada pela falta de interesse. Do eterno "só quero curtir, logo mais você não servirá". Que tipo de seres humanos nos tornamos? Capazes de banalizar todos os sentimentos existentes no mundo. Eu,particularmente, não sei lidar com essa situação. Sou toda alma e coração, 8 ou 80. Não sei viver pela metade, sobrevivendo de migalhas emocionais. Ou tá comigo por inteiro ou não tá. Passei da fase do "dormir junto e acordar separado", caso seja assim, eu prefiro ficar só. É pesado demais alimentar expectativas com tanto entusiasmo e vê-las ser jogadas fora uma por uma. Estamos vendidos para o sistema. Cultivar amores duradouros e sólidos já não dá ibope. É muita gente querendo viver a era do desapego para pouca gente que quer sossegar em um único peito. E eu, continuo a seguir, confiante que meus princípios serão sempre maiores do que esses pseudos relacionamentos que existem apenas com o único intuito de nos confundir. Que possamos ser honestos à nossa felicidade e aquilo que nos faz bem.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Casa de sentimentos bons.
Quando estamos no meio do "olho do furacão" nunca somos capazes de respirar fundo e entender que tudo aquilo um dia irá passar. Que a dor passará. Ou que o choro constante passará.E que as inúmeras noites na sarjeta também passarão. Não, só somos capazes de focar no sentimento ruim e nos mergulhar cada vez mais na dor. Mas aí depois de um tempo,longo ás vezes,algo começa a nos trazer pequenos traços de esperança, frechas de que aquilo tudo finalmente será cessado. Ainda não conseguiremos entender, porque a força desse sentimento ruim ainda poderá nos prender, mas como crianças que aprendem a andar sem a rodinha da bicicleta somos levados a nos reerguer. E não terá jeito, as escolhas deverão ser tomadas e sempre existirão dois caminhos: Permanecer na dor cultivando aquilo ( ou alguém) que nunca esticaria ao menos um dedo por você ou abrir a porta para o novo preenchendo a casa (e os vazios) de sentimentos bons. Caso a segunda opção seja escolhida, poderemos entrar nas estatísticas daqueles que sobreviveram a dor de entregar alma e coração ao fulaninho que fez questão de ignorar isso. Não sairemos ilesos, mas,com certeza,sairemos fortes em perseverar em prol do nosso amor próprio. Eu escolhi, e escolho todos os dias, a segunda opção. É pesado demais continuar nisso, nesse melodrama eterno, no sentimento não correspondido que não para de pulsar. É exaustivo. Roda gigante de emoção.Cansa.Cansa muito. Mas passa, um dia tudo passa, eu permiti que passasse. E hoje, não tenho a mínima ideia de como estarei amanhã, mas acordo todos os dias para reafirmar que a pessoa mais importante da minha vida sou eu mesma. Eu me basto em totalidade e devo me completar. Como ouvi dia desses: " Preciso de alguém que me transborde, não que me complete." Que possamos seguir em frente, sempre, amém.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Aqui reside saudade.
Eu vivo uma saudade constante. Saudade de ontem,antes de ontem, amanhã e daqui mil anos! Saudade de você, de mim, de ter 18 anos e ideias tortas sobre a vida, do cheiro e da sensação de dormir em um quarto novo. Saudade dos primeiros encontros, daquelas sensações infantis e escolares, amigos antigos querendo mudar o mundo em cima de uma bicicleta,bebericando o que essas terras produzissem. Saudade, meu amigo, saudade. Uma melancolia estilo anos 60. Tenho 22 e parece que já vivi 56. Os poetas proclamam que a vida é feita justamente desses pedaços de saudade sentidos,aproveitados e vistos ao por do sol de cada dia, misturando-se dentro de uma bola de clichês pessoais. A verdade,amigo, é que não sei se tenho bebido de menos ou ouvido Lana Del Rey de mais, só sei que mora algo dentro de mim, e atende por "saudade".
segunda-feira, 16 de junho de 2014
A gente decide amanhã.
"Talvez eu tenha cansado de conhecer e desconhecer pessoas. Talvez eu tenha cansado de ter que ficar redescobrindo a confiança naqueles que me circulam. Hoje só quero paz, tranquilidade e risos sinceros. Na verdade, quero tudo sincero, é só disso que preciso. Você e sua sinceridade. O resto, a gente decide amanhã no café da manhã"
Frederico Elboni me traduz uma pureza de palavras tão imensa que posso até sentir como se fossem minhas. Me espelho em seus textos, versos e crônicas, e acabei virando melhor amiga de infância de uma pessoa que nem conheço. Ele diz aquilo que "preciso" dizer e me faz refletir sobre todo o sentimento que imunda e reveste meu ser. Sou dramática sim, apaixonada sim e cheia de questões interiores, e acredito que não saberia lidar com tudo isso se não fosse exatamente assim.
Me pego, vez ou outra, revirando seus textos e tentando aplicar em minha vida aquilo que não se traduz, o sentimento.
Queremos o simples e escrevemos sobre ele, mas lutamos batalhas homéricas para conseguir êxito na vitória.
Continuo aqui, dramática como sempre, apaixonada como se deve, mas leve como tento ser.
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